Constato que tenho saudades da solidão, do tempo em que era mais feliz sozinha e me sentia preenchida. Desconheço e detesto o amargo em que te tornaste, não sei se me culpo por tantas vezes dividir contigo pensamentos, esperando avidamente um qualquer retorno, o que fosse desde que não fosse o habitual silêncio. Não sei se pela insistência ou se por circunstâncias mal curadas da vida, jorras amiúde razões, quase sempre mal formadas onde antes só habitavam pensamentos desirmanados ou um total vazio, desorientas-me os sentidos, replico agora com silêncio em jeito de desafio.
