sexta-feira, 4 de abril de 2014
Fade
Foi sem querer que pus a morte em mim, foi por querer demais ou por nada querer, não sei porque foi mas sei que foi sem querer. Pus a morte em mim por querer silêncio, por não saber sofrer ou até por me sofreres e as tuas dores me doerem demais. Eu pus a morte em mim, sem razão, sem pensar, apenas um desejoso de descansar dessa dor consentida que é amar. Pus a morte em mim e não me arrependi, quebrei-me de certezas e apaguei que pus a morte em mim pois não a quero em ti e foi em ti que vi, que pus a morte em mim.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Sheep
Apaixonei-me por ti uma noite de Janeiro, assim... sem dares por nada e sem te conhecer, deixei-me levar pelo teu sorriso. E nem aquele chapéuzinho ridículo que usavas me impediu de me apaixonar por ti.
Ouvia-te sempre pelo canto do olho e sorria para dentro, assim... sem ninguém ver. E nem as piadas idiotas que dizias me impediram de me apaixonar por ti.
E seguia-te por onde me era permitido e tudo o que dizias imaginava que era eu, era eu nas tuas palavras e chorava quando eram cruéis e julgava-me assim tua sem sequer saberes que gostava de ti.
E eras tão fútil, tão triste sempre a rir, sempre atrás das outras ovelhas e a julgares que eras o cão mas não, eras apenas mais uma e eu sabia... mas mesmo assim gostava de ti.
Até ao dia que me sorriste e me viste por trás daquele chapéuzinho ridículo, saíste do rebanho e por uns tempos achei que havia um final feliz para ti, até ao dia que te entendi.
Nunca serás mais que aquilo que sempre foste, porque limitas a tua capacidade de sonhar ao tamanho do teu rebanho, qual rebanho? esse rebanho que nem é teu! E fui deixando de te amar e foi simples e se sempre me custou deixar de gostar de alguém, de ti não. Quem vê o mundo tão pequenino nunca poderá crescer, nunca sairá do rebanho, nunca será cão! Nunca serás cão!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Silence
Os dias em que não queres dizer nada ou que
nada tens para dizer, em que se acabam as palavras e se contam os
minutos, dias tristes, apáticos que por palavras ditas perdes a vontade
de falar. É desistires, é perderes a capacidade de ressuscitar
de todas as desilusões, é deambulares sentidos e perceberes que não
podes ser salvo porque não te queres salvar, apenas queres ser
consertado.
Os dias em que perdes o dom da palavra, em que não proferes nada nem que seja da boca para fora, contra ti ou contra os outros sem pensar em consequências apenas para te sentires dono da verdade. É a abstinência do ser, é o medo de perder, é ficar no meio do nada sem nada para fazer, é segurares as palavras como se de uma bomba se tratassem e esperares que rebentem dentro de ti porque és senhor da tua razão e assim conténs a emoção, assim seguras a lágrima que teima em querer saltar e só por isso, é melhor não falar.
Os dias em que perdes o dom da palavra, em que não proferes nada nem que seja da boca para fora, contra ti ou contra os outros sem pensar em consequências apenas para te sentires dono da verdade. É a abstinência do ser, é o medo de perder, é ficar no meio do nada sem nada para fazer, é segurares as palavras como se de uma bomba se tratassem e esperares que rebentem dentro de ti porque és senhor da tua razão e assim conténs a emoção, assim seguras a lágrima que teima em querer saltar e só por isso, é melhor não falar.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Rage
E deixaste-me ir e por muito tempo, demasiado talvez, não me perdeste mas deixaste-me ir. Tentei as palavras e elas não funcionavam porque tu não as ouves, entendes mas não as ouves e porque demasiado tempo tentei escrevê-las mas tu não as ouves, nem que as gritasse, tu não as ouves. O silêncio é egoísmo, não revela nada sempre odiei o silêncio mas é a minha resposta agora, é sentires na pele o silêncio em que me deixaste. Agora já sabes, agora que já me perdeste, agora que já não escrevo nada, agora não quero perder-me em mais tempo. Preferiste a raiva durante tanto tempo que me esqueci como era o teu abraço, como amava o teu sorriso, agora já nem consigo ver-me nos teus olhos. Não te permito mais raiva, não me permito essa raiva, não me permito sentir mais nada, nem mágoa.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Oblivious
Devia procurar o óbvio, as coisas simples mas tenho uma tendência inata para complicar, em alguns momentos sinto que por mais explicações que invente serei sempre ignorante!
Devia escrever os meus pensamentos a branco, seriam muito mais fáceis de interpretar...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Lie to me
Ser irremediavelmente feliz, é o desejo de tanta gente que depois apenas pasma. "Ah, pois, eu quero é ser feliz!" E depois nem sabem o que isso significa. Eu não sou feliz, prefiro ser irremediavelmente parva porque no meio da minha parvoíce uns dias há lágrimas noutros felicidade genuína, não dessa inventada nos contos de fadas ou estórias da carochinha. A bom ver, quem é que vive feliz para sempre? Só se for o gato das botas porque é um gato e os gatos safam-se sempre, ou pelo menos, safam-se mais seis vezes que o resto da malta e depois tem umas botas, qual é o gato que tem umas botas? Felicidade acrescida.
Escolho ser irremediavelmente parva, escolho ter momentos de alegria insana, escolho as lágrimas que me lavam a alma ou, no mínimo, a cara, escolho ter filhos imperfeitos que fazem birras quando lhes apetece, escolho os amigos que quero, prefiro os parvos que tal como eu não querem ser hipocritamente felizes ou, pelo menos, não me esfregam isso na cara. Escolho ser assim e há quem não goste. Que sejam felizes!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013
...de nada
Dou-te um pouco mais de mim e de mim restará nada, o que adianta dar-te tudo quando tudo é quase nada.
Digo-te um pouco do que sou mas se não queres saber quem sou de que adianta saberes tudo se em troca não sei nada.
Dá-me um pouco mais de nada, que eu de ti espero tudo e espero aquilo que não se espera de ninguém porque já ninguém dá nada.
Visto-me de nada, do nada que me dás e sinto-me nua mas se nua quero estar, dos teus braços me vestir e sentir que tenho nada.
E de repente, sem razão aparente aquela lembrança que assoma a memória e sorrio porque não preciso de mais nada!
Digo-te um pouco do que sou mas se não queres saber quem sou de que adianta saberes tudo se em troca não sei nada.
Dá-me um pouco mais de nada, que eu de ti espero tudo e espero aquilo que não se espera de ninguém porque já ninguém dá nada.
Visto-me de nada, do nada que me dás e sinto-me nua mas se nua quero estar, dos teus braços me vestir e sentir que tenho nada.
E de repente, sem razão aparente aquela lembrança que assoma a memória e sorrio porque não preciso de mais nada!
See you
Prometo a mim própria enterrar memórias, não as antigas porque essas fazem parte do que sou. Aquelas, as de ontem ou pouco mais que isso, com elas faço pouco mais que castelos na areia, levados pouco depois por uma onda mais atrevida. Hoje digo, vou desistir de quem desiste de mim, digo mais, hoje vou desistir de ti, pelo menos... até amanhã!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Empty
Apenas nada é tudo o que me apetece hoje. É
fechar os olhos e tentar perceber as palavras dos outros ou mais do que
isso, a ausência das ditas. É adormecer e sonhar com o gesto por fazer, a
atitude certa perante nada. Como tal, solicito o sonho, na maioria das
vezes mais real que a inverdade de estar desperto.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Disguise
Sinto tudo, até o que finjo não sentir.
Sou demasiado frágil para não sentir, queria não sentir tanto porque o que sinto, sinto demais.
Sinto palavras que nem sorrisos. sinto os sorrisos que nem abraços, sinto os abraços que nem beijos e os beijos... quando os sinto.
Sinto saudade e paixão e malícia como se de amor se tratasse. Sinto e ignoro, sinto o que não sinto e finjo não sentir. E assim me vou fingindo para não sentir que finjo, para não me sentir assim.
Finjo tudo e sinto que morro ao fingir.
Sou demasiado frágil para não sentir, queria não sentir tanto porque o que sinto, sinto demais.
Sinto palavras que nem sorrisos. sinto os sorrisos que nem abraços, sinto os abraços que nem beijos e os beijos... quando os sinto.
Sinto saudade e paixão e malícia como se de amor se tratasse. Sinto e ignoro, sinto o que não sinto e finjo não sentir. E assim me vou fingindo para não sentir que finjo, para não me sentir assim.
Finjo tudo e sinto que morro ao fingir.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Wake me
Tento calar a insónia já que não consigo sonhar antes de dormir, tenho-te mais quando durmo, invades os meus sonhos e sinto-te como chuva em terra seca. Quero dormir mas não consigo dormir, desperta penso-te mas não te sonho, desperta tenho-te numa realidade incerta, desperta sou demasiado sensata. Quero dormir e ser incoerente, quero dormir e ser ingénua, quero dormir para te poder sonhar mas não consigo dormir porque despertas o meu cansaço.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Such a
Privilégio o meu de conhecer tanta gente, tanta gente perfeita, que não erra, não mente, não falha, não trai e não sente.
Privilégio o meu de ter pessoas constantes, que não matam mas moem, que não ferem mas calam, que não falam mas dizem.
Privilégio o meu de nas minhas imperfeições perceber os meus erros e viver com eles, perceber os meus medos e passar por cima deles, perceber os meus êxitos e orgulhar-me deles.
Privilégio o meu de olhar-me no espelho e não gostar do que vejo mas de me olhar por dentro e sentir desejo.
Privilégio o meu de ser tola e gostar de quem não gosta de mim, de amar quem só gosta de mim e de ser feliz por ser assim.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Fake
Sinto-me
estupidificar, os pensamentos atropelam-se duma forma quase selvagem,
são sobretudo desorganizados. Enfatizo o sorriso e se me perguntam como
estou, digo sempre, estou bem, estou feliz. Hipocrisia da alma, o que
quero e o que sou estão a uma grande distância, se o escondo é porque
esta forma de estar, a mim deixa-me exausta.
domingo, 18 de novembro de 2012
Inconditionaly in love
Deixo tudo em aberto, claro que pelo meio fecho algumas portas, inconsistências de alguém que ainda não se redescobriu.
E nem se pense que falo de amor, proíbo-me de falar de amor quando viver é mais urgente. Sinto-me pequena para falar de algo que tem de ser enorme, incondicional, com marcas e defeitos e cheiros e anseios. O amor tem de ser inocente, incongruente e paciente e vivido intensamente, o amor tem de prevalecer, aconteça o que acontecer.
Por isso, não quero falar de amor, não desse amor que se vive a dois, agora só quero viver, deixar o tempo correr e amar quem tem de ser e não faz por merecer porque me tem incondicionalmente. Quero viver, quero este amor a três, amor que me faz sorrir e me faz crescer.
É de amor que falo afinal.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Stumble

Um dia sim, fico-me por aqui, cansada de mim e deste indagar de emoções. Um dia talvez me reconheça,um dia talvez me redescubra porque já nem sei quem sou. Se sou o que vejo, vejo-me assim que nem indigente, mendiga de afectos, no fundo, sou o que sempre fui.
Um dia sim, deixo de esperar esse alguém que espero que me faça feliz. Um dia vou ser o que nunca fui, deixo de esperar, sigo em frente até tropeçar.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
It's ok
Às vezes não está tudo bem mesmo quando tudo parece estar bem. Acordas e dizes bom dia mundo de sorriso aberto e no fundo nem estás desperto para aquilo que está mal. Às vezes tens medo de errar quando é difícil acertar, no fundo só queres continuar mas com medo de falhar nem pensas em arriscar. Às vezes só queres um abraço, contudo ignoras o abraço e aceitas um esgaço só porque parece bem. Mas às vezes não está tudo bem e com medo da censura, dos que pensam, dos que empurram ignoras o que está mal. Só que às vezes não está tudo bem e isso é tão natural que até pensas que é normal, dizer que está tudo bem.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Smile
Sorrio só de te pensar. Porque te tenho ausente e na minha mente nem páro para pensar.
Sorrio só de te pensar. Porque viver é urgente e se te tenho ausente nem vale a pena amar.
Sorrio só de te pensar. Porque deixei de ser gente e não te quero ausente por isso pára de me pensar.
Sorrio só de te pensar. Porque viver é urgente e se te tenho ausente nem vale a pena amar.
Sorrio só de te pensar. Porque deixei de ser gente e não te quero ausente por isso pára de me pensar.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Not you
Enquanto houver caminho é para andar, nem que
seja descalça. Enquanto houver palavras é para falar, para escrever,
para gritar ou cantar. Silêncios não me calam, as palavras doem a quem
as sente mas se não calam a tua mente é porque não vão na tua direcção. Se te toldam os sentidos, se te cravam na pele, se te
doem ou remoem, é porque ainda te vês num quadro que não te pertence.
Enquanto houver caminho é para andar, sozinha, descalça mas presente.
Enquanto houver palavras é para eu as gritar ou cantar, viver ou
desenhar, enquanto houver palavras... não me perco nos entretantos, sigo
em frente.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Thought about thoughts
Pensei e matei o pensamento como se de fome se tratasse. Decerto pensei que ao matá-lo não voltasse mas, tal como a fome, o pensamento voltou. Pensei e adormeci o pensamento como se de sono se tratasse mas nos devaneios do sono e em forma de sonho, o pensamento acordou. Pensei que podia parar de pensar mas na lucidez do pensamento percebi que não se pára para pensar. Penso demais!
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