sábado, 12 de janeiro de 2013

Disguise

Sinto tudo, até o que finjo não sentir.
Sou demasiado frágil para não sentir, queria não sentir tanto porque o que sinto, sinto demais. 
Sinto palavras que nem sorrisos. sinto os sorrisos que nem abraços, sinto os abraços que nem beijos e os beijos... quando os sinto. 
Sinto saudade e paixão e malícia como se de amor se tratasse. Sinto e ignoro, sinto o que não sinto e finjo não sentir. E assim me vou fingindo para não sentir que finjo, para não me sentir assim. 
Finjo tudo e sinto que morro ao fingir.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Wake me

Tento calar a insónia já que não consigo sonhar antes de dormir, tenho-te mais quando durmo, invades os meus sonhos e sinto-te como chuva em terra seca. Quero dormir mas não consigo dormir, desperta penso-te mas não te sonho, desperta tenho-te numa realidade incerta, desperta sou demasiado sensata. Quero dormir e ser incoerente, quero dormir e ser ingénua, quero dormir para te poder sonhar mas não consigo dormir porque despertas o meu cansaço.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Such a


Privilégio o meu de conhecer tanta gente, tanta gente perfeita, que não erra, não mente, não falha, não trai e não sente.
Privilégio o meu de ter pessoas constantes, que não matam mas moem, que não ferem mas calam, que não falam mas dizem.
Privilégio o meu de nas minhas imperfeições perceber os meus erros e viver com eles, perceber os meus medos e passar por cima deles, perceber os meus êxitos e orgulhar-me deles.
Privilégio o meu de olhar-me no espelho e não gostar do que vejo mas de me olhar por dentro e sentir desejo.
Privilégio o meu de ser tola e gostar de quem não gosta de mim, de amar quem só gosta de mim e de ser feliz por ser assim.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Fake

Sinto-me estupidificar, os pensamentos atropelam-se duma forma quase selvagem, são sobretudo desorganizados. Enfatizo o sorriso e se me perguntam como estou, digo sempre, estou bem, estou feliz. Hipocrisia da alma, o que quero e o que sou estão a uma grande distância, se o escondo é porque esta forma de estar, a mim deixa-me exausta.

 

domingo, 18 de novembro de 2012

Inconditionaly in love


Deixo tudo em aberto, claro que pelo meio fecho algumas portas, inconsistências de alguém que ainda não se redescobriu.
E nem se pense que falo de amor, proíbo-me de falar de amor quando viver é mais urgente. Sinto-me pequena para falar de algo que tem de ser enorme, incondicional, com marcas e defeitos e cheiros e anseios. O amor tem de ser inocente, incongruente e paciente e vivido intensamente, o amor tem de prevalecer, aconteça o que acontecer.
Por isso, não quero falar de amor, não desse amor que se vive a dois, agora só quero viver, deixar o tempo correr e amar quem tem de ser e não faz por merecer porque me tem incondicionalmente. Quero viver, quero este amor a três, amor que me faz sorrir e me faz crescer.
É de amor que falo afinal.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Stumble

 
Um dia sim, fico-me por aqui, cansada de mim e deste indagar de emoções. Um dia talvez me reconheça,um dia talvez me redescubra porque já nem sei quem sou. Se sou o que vejo, vejo-me assim que nem indigente, mendiga de afectos, no fundo, sou o que sempre fui.

Um dia sim, deixo de esperar esse alguém que espero que me faça feliz. Um dia vou ser o que nunca fui, deixo de esperar, sigo em frente até tropeçar.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

It's ok


Às vezes não está tudo bem mesmo quando tudo parece estar bem. Acordas e dizes bom dia mundo de sorriso aberto e no fundo nem estás desperto para aquilo que está mal. Às vezes tens medo de errar quando é difícil acertar, no fundo só queres continuar mas com medo de falhar nem pensas em arriscar. Às vezes só queres um abraço, contudo ignoras o abraço e aceitas um esgaço só porque parece bem. Mas às vezes não está tudo bem e com medo da censura, dos que pensam, dos que empurram ignoras o que está mal. Só que às vezes não está tudo bem e isso é tão natural que até pensas que é normal, dizer que está tudo bem.